PARA ONDE VAI LAFAIETE DE NOVO?

Falta menos de um mês, e a batalha eleitoral está quase ganhada e decidida em nível Federal. Somente se tivermos um fato bastante gravíssimo, e desculpem-me aqui os puristas da língua, mas de vez em quando a gente pode se permitir uma hipérbole, justamente com o intuito de expressar o que vai dentro de nosso malfadado coração. Certo é que o embate eleitoral para o cargo de presidente da República está tomando um rumo para uma definição clara já no primeiro turno, para o quê aliás eu, particularmente, tenho minhas reservas em vários âmbitos. Primeiramente o famigerado instituto da reeleição gera alguns prováveis monstrengos com os quais precisamos aprender a conviver dentro de uma democracia.

Ainda não sei a razão por que foram mexer nos seis anos constitucionais do início do governo Sarney nos longínquos anos 80. Talvez se tivéssemos ficado como estávamos, teríamos tido ao longo dos últimos anos uma alternância mais razoável e mais saudável no cargo do mandatário de plantão no Palácio do Planalto. Verdade seja dita também que o período de 4 anos para um único mandato não ficaria bem e razoável… Acho que o mandato de seis anos teria ficado de bom tamanho…. Mas o próprio FHC, meu particular amigo de algumas tertúlias literárias e filosóficas, quis criar o monstrengo da reeleição em seu benefício próprio, e agora sua turma está às voltas, mais uma vez, tendo que engolir mais uma do sapo barbudo, na voz irônica, mas precisa de Leonel Brizola, faz algum tempo. Falta pouco para o tucanato jogar a toalha publicamente, se ainda não o fez diante das câmeras de TV.

A última tentativa e apimentada estratégia: o vazamento do sigilo bancário de figurões do PSDB, quebra de sigilo esta que se verificou pelas informações que circulam na imprensa em setembro e outubro do ano passado e somente agora aparecendo na grande imprensa. Com quais objetivos e escusos interesses? E por que somente agora, quando a candidatura da Centro Direita brasileira começa a fazer água. Uma coisa é certa: política como já se disse é igual a nuvens, uma hora estão de um jeito outra hora estão de outro modo. Vá saber, meu caro e confidente leitor. Aliás estas reflexões que faço, são estritamente de cunho pessoal e reservado, hein?

Não gostaria de me indispor com tantas pessoas que têm enchido minha caixa de correio com algumas aleivosias e outras tantas besteiras que estão pululando em nossa mídia, que quer sempre mais vender não importa a seriedade do conteúdo que oferecem…. Uma eleição deste porte e desta importância não poderia ser decidida em primeiro turno. Não vejo isso com bons olhos, mesmo porque me dá a sensação de que estamos passando já de antemão uma carta em branco para o próximo mandatário do Palácio do Planalto. Dá que a pessoa vitoriosa no primeiro turno tenha um surto de autosuficiência e queira enfiar os pés pelas mãos? Quem vai agüentar tanta arrogância e tanta pretensão?

Acho que a decisão definitiva só deveria vir com o Segundo Turno, pois então teríamos ainda mais um tempo para repensar algumas coisas que interessam ao país. Não é assim que pensam os milhões de eleitores satisfeitos e muito satisfeitos com o andar da carruagem ou com o balançar do navio chamado Brasil. Tenhamos cuidado e não percamos o foco, sobretudo diante de uma esmagadora vitória que se aproxima num horizonte não muito distante. Fazer o quê, né? Por outro lado, Lafaiete está à deriva. Este é o quadro lastimável que temos e vemos no atual quadro político da cidade.

Mas a coisa é tão séria, mas tão séria que não temos a exata medida do que pode acontecer, se mais uma vez não conseguirmos eleger sequer um deputado entre nós ou da nossa gente. Antes um pequeno pensamento e uma constatação: não quis desmerecer ninguém com minha última crônica, quando falei dos Comitês Eleitorais como célula de terrorismo. Tão somente expressei uma opinião que me caiu diante dos olhos, tais os absurdos que se falam em tais comitês…. Acho que a coisa não andou bem, pois de uma hora para outra vi os convites findando…. Muito bom sinal. Bom sinal de que andam lendo e muito este minifúndio colocado à disposição para o debate de idéias…. Isto faz bem para todos nós.

Quae cum ita sint: sendo assim, precisamos de continuar, antes das eleições, a discutir o tema desta crônica: PARA ONDE VAI LAFAIETE, DE NOVO? Somente você, meu caro eleitor, minha distinta eleitora, tem a resposta nas mãos, ou melhor na ponta do dedo, e com a cola, pois são muitos os números que temos que digitar no dia 03 de outubro. Bom para não sofre uma reforma neste minifúndio….. volto ao assunto na próxima vez. Até lá, e uma saudação ecumênica: Sarava, Axé e Aleluia nos candidatos de fora também! Quer dizer, xô pra lá!

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