ELEIÇÕES À VISTA, NEM TÃO PERTO ASSIM!

Começam nos próximos dias os famosos e bienais embates e discussões sobre os mais variados projetos eleitorais à disposição de cada um de nós. Mesmo diante dos inquestionáveis avanços obtidos nos últimos anos, período no qual muitas pessoas apostavam numa eventual derrocada do sistema político vigente e no desmanche de algumas conquistas sociais e avanços nas questões da privatização que invadiu nosso país na década de 90 durante o governo de FHC, e sobretudo porque subia a rampa do Palácio do Planalto como consagrado e ungido pelas urnas o mais famoso operário do mundo como Presidente do Brasil. Tomados de alguma estupefação, porque não saberíamos onde aportaria o barco do nosso navio pátrio. Com responsabilidade e prudente manejo de todas as prerrogativas do estado de direito, não há como negar que o Presidente soube conduzir com equilíbrio e serenidade, apesar dos estardalhaços de escândalos maldosamente usados como bandeira de uma imprensa, cujos donos não conseguiriam digerir o sapo barbudo sobre o qual já falara tanto o inesquecível Leonel Brizola. Certo é que alcançamos uma posição mundial de destaque e de avanços, speciali modo, na área social. Houve sérios e ainda os há, graves problemas na questão básica do infra-estrutura do país. Não conseguimos avançar no quesito portos e hidrovias, uma vez que os interesses de grandes empreiteiras e donos de empresas de transporte de cargas. Há muito o que construir ainda na área da saúde, sempre um ponto nevrálgico em qualquer instituição governamental. Houve um acentuado implemento de políticas públicas na área da educação, restando ainda um gosto de que algo a mais poderia ter sido feito. Penso que tenha concorrido para um certo sucesso da administração do mandatário de plantão, sua vida dura e difícil como retirante de um nordeste que não encontrou sua vocação para o progresso e para a iniciativa privada. É de espantar que os maiores empresário na área dos shoppings sejam justamente do Nordeste, que tiveram uma grande visão de mercado e souberam investir suas economias na construção destes lugares de lazer e de outras práticas sociais. Para quem viaja ao exterior, dá uma sensação muito agradável de constatar que não somos mais tão somente reconhecidos nem pelas nossas mulheres, sempre belíssimas, nem pelos rebolados do carnaval, nem pelas nossas arquibancadas sempre lotas nas partidas de futebol. Somos hoje um povo e um país reconhecido também em outras áreas, sobretudo nas questões tecnológicas e nos avanços das pesquisas em quase todos os níveis. Diante de um quadro como este, novamente e ainda sob a lei do voto obrigatório vamos nos apresentar no próximo dia 03 de outubro para as eleições majoritárias que se aproximam, num horizonte não muito longínquo. Recuso, absolutamente, a tentativa de fazer uma eleição plebiscitária, onde avaliaríamos os dois últimos governos. Não seríamos levianos a tal ponto, mesmo porque precisamos reconhecer, ainda que nos custasse, que a base para os avanços dos quais somos testemunhas foram plantados na era FHC, e com os quais o presidente de plantão soube trabalhar com maestria. Que o nosso país seja um outro bem mais amadurecido no cenário internacional, isto se torna uma verdade incontestável e irremediável, sem dúvida alguma…. Para que o erro não aconteça precisaremos guardar uma postura de muita escuta e pouca discussão, porque os ânimos tendem a se alterar, haja vista já os destemperos verbais que começam a surgir no cenário político nacional. Que haverá muita irresponsabilidade e inconseqüência verbal, não tenho receio, mas o que importa é a demonstração de amadurecimento político e a necessária e indispensável convivência com o plural e o diferente. Tomara que mais uma vez tenhamos e possamos dar ao mundo um banho de democracia e de alegria nas ruas por aquilo que podemos fazer pelo nosso país e pelo nosso povo. Que Deus nos abençoe e nos inspire no momento sagrado de tomarmos, livremente, nossas decisões, no cantinho sagrado das salas e seções eleitorais que nos esperam. A partir do dia 17 de agosto com o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, vamos discutir as idéias e os projetos a serem apresentados. Dá-me um calafrio danado perceber que os programas de governo que já deveriam ter sido apresentados ainda não foram segundo manda o figurino. Vamos aguardar para ver aonde vão chegar as eleições deste ano…

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