Arquivo da categoria: Jogo de Cintura

SPALANCATE LE PORTE DEI VOSTRI CUORI!

Neste dia primeiro de maio, segundo domingo da páscoa, domingo da Divina Misericórdia, o Papa Bento XVI, numa rápida e audaciosa escuta da multidão que se aglomerava na Praça São Pedro no dia em que o mundo cristão, judeu, muçulmano e ateu se despedia da venerada figura de João Paulo II, passados já mais de cinco anos, enquanto a multidão e as milhares de faixas espalhadas por toda aquela majestosa praça de São Pedro exclamava: “Santo Súbito!” expressão em língua italiana que significa: Santo Já, e depois de constatado, para prova de confecção dos autos do processo que o levariam ao segundo estágio antes da Canonização, o reconhecimento em grau elevadíssimo da prática das virtudes necessárias para a Igreja declarar alguém santo, aquele da Beatificação, cerimônia que todos nós vamos acompanhar pelos mais variados canais de televisão do mundo todo.

“Seriam várias as virtudes e dons que poderíamos ressaltar na personalidade e atuação de João Paulo II. Ressalte-se aqui o que nos parece uma marca sólida de sua personalidade: a busca da santidade. O papa João Paulo II resgatou para a Igreja e o Mundo a busca da santidade como vocação dos fiéis cristãos, sobretudo aqueles engajados no mundo da política e da transformação social. Em torno desta busca pela santidade ele pautou sua visão de Igreja: escola de comunhão dos santos; sua doutrina social: santidade como justiça. A partir do conceito de santidade ele defendeu os direitos de Deus e os direitos dos homens. Vislumbrou a santidade como meta teológica e antropológica, como realização plena do ser humano e conseqüentemente da criação.

Por isso não se pode estranhar que se clamasse durante seu funeral: santo súbito! Nunca talvez, tanta gente teve tanta oportunidade de entrar em contato com um papa como se teve com João Paulo II, em todas as suas viagens ou pastorais ou como chefe de estado. Sua primeira viagem ao Brasil (1980) foi pontilhada de emoção. Pôde-se ouvir, então, o papa dizer abertamente tantas palavras que gostaríamos de ter podido dizer, mas a ditadura militar vigente não permitia. Visitou os presos da Papuda em Brasília, a Favela do Vidigal no Rio e em São Paulo encontrou os trabalhadores num estádio de futebol, quando todos acompanhávamos a criação de movimentos sindicais que lutavam por dias melhores. Ficou marcada em nossas cabeças aquele capacete com o qual ele se apresentou em determinado momento da conversa com os milhares de trabalhadores.

Viveu no século de duas guerras terríveis e da queda do totalitarismo comunista que ele ajudou a derrubar, com sua argúcia e perspicácia, travando os mais difíceis diálogos a quatro olhos com os principais dirigentes do mundo. Teve coragem também ao protestar contra a guerra movida pelo império norte americano contra o Iraque. Aliás, foi a única voz a se levantar e condenar a primeira invasão do Iraque, na famosa guerra do Golfo. Em nome de Deus ele levantou sua voz também contra o neo-liberalismo, o qual promove uma globalização sem solidariedade e uma multidão incontável de excluídos. Talvez pareça exagerada a comoção quando de seu desaparecimento. Sua partida deixou uma saudade imensa. Eu mesmo tive oportunidade de estar várias vezes pessoalmente com esse homem admirável. Tivemos até oportunidade de trocar algumas risadas em razão de uma brincadeira feita numa de suas Audiências aos alunos da Pontifícia Academia Eclesiástica, em Roma.

Ninguém é insubstituível, mas ninguém é igual. E ele fazia bem ao mundo com a sua proposta de santidade, defesa dos direitos de Deus e dos homens, do clamor pela preservação da vida, pela paz. Ele se fazia ouvir até mesmo pelos que não gostavam dele e por isso tentaram assassiná-lo. Foi uma liderança sólida em um mundo carente de líderes verdadeiros.
Não podemos esquecer também que a Igreja é apostólica. A Tradição nos ensina que a missão apostólica precede a comunidade e a constitui. A apostolicidade fundamenta a existência da comunidade, porque os primeiros missionários com mandato direto de Jesus foram os apóstolos. Entre eles Pedro é o principal. E João Paulo II foi sucessor de Pedro na Sé de Roma, a qual preside na caridade e confirma na fé. Neste espírito de fé e caridade ele foi pranteado à luz do círio pascal. E hoje no tempo pascal a Igreja se alegra, proclamando a sua ressurreição ao beatificá-lo: “quem com Cristo sofre com Ele será glorificado”. Quando alguém morre nossos julgamentos se tornam mais coerentes e corretos sobre o morto. Isto porque em vida vemos atos isolados. Mas na morte de alguém vemos o conjunto de sua vida.

Deixamos de examinar o varejo para examinar o atacado. À medida que o tempo passa a grandeza vai aparecendo com mais força. Com João Paulo II foi assim. A história já lhe rende homenagens justas e merecidas. Quem poderá esquecer a grandeza deste papa que ousou pedir perdão pelos erros do passado da Igreja, no que foi um dos pontos altos das comemorações do jubileu do ano 2000? Ele provou que a humildade é a virtude dos fortes e dos que têm uma mente sadia, capaz de promover a reconciliação e a paz, através do perdão. Sem perdão, a justiça será sempre uma maneira de vingança em todas as circunstâncias. Em uma sociedade moderna ou pós-moderna, mas desencantada, porque percebe, que a morte de Deus tão propalada, acarreta de certa forma, a morte da pessoa humana, a fortaleza e a alegria de viver de João Paulo II deixaram saudade. Ele era um semeador de esperança.

Na Igreja dos primeiros séculos se dizia que o bispo, sucessor dos apóstolos exerce seu serviço em nome de Jesus, porque recebe o ofício de embaixador que vem da parte de Deus (cf. S. João Crisóstomo in Com. Ad Col. 3,5). Mais que nenhum outro bispo João Paulo II foi embaixador de Deus no final do século passado e no início deste novo milênio. Por isso não o esquecemos e a Igreja confirma o dom que Deus lhe deu: a santidade da qual o mundo sempre teve fome. A propósito do título da coluna: escancarai as portas dos vossos corações ao Redentor!

SERÁ QUE DEUS É CULPADO?

Finalmente a verdade é dita na TV Americana e precisa de ser reafirmada em nossas TVs e em nossas rádios. A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela: ‘Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?

Ou por que Deus permite determinadas tragédias em nossas vidas, em nossas cidades e em nossas escolas? Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia: ‘Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.

Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?, Que, literalmente ele saia de nossas vidas? Fique fora de nossas conversas e não seja presença em nossas atividades?’ À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tragédias e acidentes nas estradas, e agora a nova moda no Brasil, tiroteio nas escolas, etc… Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O’hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas… A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém. Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos: ‘Um perito nesse assunto deve saber o que está falando’. E então concordamos com ele. Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos… (há diferença entre disciplinar e tocar). Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: ‘Está bem!’ Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino. E nós dissemos: ‘Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso’. Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet. Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado; porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios…

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: nós colhemos só aquilo que semeamos!!! Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus: ‘Senhor, porque não salvaste aquelas crianças na escola?’ A resposta dele: ‘Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!’ É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os Jornais, a TV e nossas rádios dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina. É triste como alguém diz: ‘Eu creio em Deus’. Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal, também ”Crê” em Deus. É engraçado como somos rápidos para julgar, mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho. Nós estamos tratando Deus como um estranho, estamos tirando Deus de nossas vidas e de nossas atividades, e o resultado, como sói acontece, só vai piorar daqui pra frente. Estamos perdendo a ternura, mas mais do que perder a ternura, estamos perdendo o senso e a presença de Deus em nossas vidas e em nossas famílias. O episódio da escola de Realengo é tão somente o início do fio da meada.

Veremos coisas piores até perto de nós acontecerem. Estejamos preparados. Haja vista o que teria acontecido na procissão de Depósito do Senhor dos Passos, quando aquele adolescente desvairado, irresponsável e inconseqüente não teria marcado nossa paróquia e nossa cidade com mais uma das muitas tragédias que vemos mundo afora. Será Deus mesmo culpado, ou a culpa é nossa, e a colocamos na conta de Deus?

NINGUÉM É TÃO DO BEM QUANTO PARECE II

O embate político e a necessária discussão das idéias fazem um bem muito grande à democracia. Não podemos fugir a esta dinâmica, ainda que isto nos custe algum dissabor. Olhando com serenidade o noticiário dos últimos dias ficamos a ver dois pesos e duas medidas. Antes de mais nada, devo reconhecer que o cargo de Presidente da República exige uma certa compostura e uma liturgia (sic!) própria. E neste sentido, embora reconheça que o segundo turno para as eleições presidenciais trouxe algumas observações interessantes para a nossa discussão, lamento que o Presidente da República esteja exagerando em muitas aparições e como cabo eleitoral da candidata do PT.

Por outro lado, a gente não se escandaliza, quando o ex-governador de Minas carrega a tira-colo seu candidato a governador e puxa seu guru para o Senado da República, que foi muito bem sucedido no pleito de 3 de outubro. Ninguém observa ou não quer observar o que acontece em São Paulo, em Santa Catarina, em Goiás e em alguns outros estados onde a eleição foi para segundo turno.

Pau que dá em Chico precisa dar também em Francisco. O que vale para alguns não vale para outros? Sem falar num certo cinismo de o candidato da oposição ter sido abandonado todo o primeiro turno em quase todo o país pelos seus próprios correligionários, dada a imposição de cima para baixo de sua candidatura em desfavor de outros nomes e lideranças políticas emergentes dentro do próprio tucanato. Sem contar ainda que não desceu bem história da indicação do próprio vice da chapa tucana, depois da atrapalhada operação ÁLVARO DIAS, pois, para lembrar, nem nos santinhos dos candidatos a deputado estadual e federal saíram muitas vezes os nomes dos candidatos a presidente e vice-presidente.

Não desconsideramos a importância que teve a presença de Marina Silva, pelo PV, na provocação do segundo turno. Se houve segundo turno, é porque quase vinte milhões de eleitores não queriam votar nem num nem noutro candidato mais exposto na mídia. Com os ânimos acirrados, começam os destempero de parte a parte. Padre midiático que ingenuamente caiu na armadilha ardilosamente armada num dos grandes conglomerados católicos de comunicação, bate-boca entre pastores defendendo cada um as brasas para sua sardinha, bispos assumindo posições diferentes, situação esta explorada pela mídia sensacionalista de plantão, numa suposta divisão da Igreja nestas eleições…. and so on! E assim vai. Não há como negar que os fundamentos da economia são herança bendita ainda de Itamar e FHC.

Seria de uma estultice supina e refina querer desconhecer os pré-requisitos do plano real, que se tornou também manobra de eleição. Mas a quem não interessa não vale a pena relembrar isto. Mas também não se pode negar que o mandatário de plantão não tenha sabido administrar bem o país. Para tristeza dos fracassomaníacos dos tempos de FHC. Quem não se lembra do Presidente FHC usando estas expressões. Os fracassomaníacos, espécie quase inextinguível, continuam, somente mudara de margem do rio. Agora estão do outro lado. É triste ver a manipulação eleitoreira que faz de terminados conceitos básicos e fundamentais. O problema é que nossos erros eleitorais, podemos consertá-los ou corrigi-los, somente quatro anos depois. Mas sem esta de ficar pintando nuvens tenebrosas e borrasquentas num horizonte não muito distante. O povo tem o governo que merece, e cabe ao povo, livremente, fazer suas escolhas. Aqui está a beleza da democracia, que deve ser um jogo bem jogado e de maneira limpa e transparente, e não cheio de mentiras, aleivosias, vaidades e engodos como o período em que vivemos no país. Veio, ainda que tardia, mas veio, o reconhecimento do Regional Sul 1 da manipulação e instrumentalização de declarações de comissões diocesanas feitas lá ainda no início do ano. Sendo assim, sempre é tempo de tocar o carro em frente.

Somos muito maiores do que as vaidades de nossos políticos e mandatários. O Brasil é muito maior que tudo isso! Cada um de nós tem suas razões e explicações para fazer com seu voto. E cada um deve fazer o que lhe parece mais justo e razoável. Vamos ver no que vai dar. Não podemos perder a fé nem a esperança. Que Deus nos abençoe, e que a vontade de cada um se manifeste da maneira mais correta e serena possível. Nosso povo é um povo de irmãos e de irmãs, apesar de nossas diferenças. E a beleza de nossa gente está justamente na diferença que nos irmana a todos. Boas eleições! Afetuoso abraço!

NINGUÉM É TÃO DO BEM QUANTO PARECE I

Nos últimos dias vimos tanta coisa interessante e ao mesmo tempo estranha acontecendo na grande mídia do país, que ficamos a nos perguntar: o que querem do povo brasileiro, e eu diria, ou melhor, escrevo NOVAMENTE? Procurei respostas e as estou encontrando em vários lugares, mesmo porque a internet tornou-se terra de ninguém, pois ninguém é responsável por nada, ninguém é pai dos monstrinhos ou monstro que ajuda a parir.

Mas existe ainda pessoa verdadeiramente do BEM, segundo os preceitos da filosofia que precisa ser pura e não aquela filosofia pior do que a interessante e hilariante filosofia de botequim. Usaram ou estão tentando usar, instrumentalizadamente, o voto dos religiosos, sobretudo evangélicos e católicos, para conclusões falaciosas e teses enganosas.

Dom Demétrio Valentini é um dos bispos que têm estado atentos aos desvios e desmandos de certa campanha político partidária por aí afora. Vale a pena conferir, ipsis litteris, suas próprias palavras: “ A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada. Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de ânimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas enganadores.

Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa ser desmontada. Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam como se fossem manifestações oficiais da CNBB. Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e fundamental, como é a questão da vida, e se faz desta causa um instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a favor do aborto. Concretamente, para deixar mais clara a falácia, e para urgir o seu desmonte: A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em especial na candidata Dilma.

Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB? Esta atitude da Presidência do Regional Sul 1 compromete a credibilidade da CNBB, se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda, alertando sobre o uso eleitoral que está sendo feito deste documento assinado pelos três bispos da presidência do Regional. Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E ISTO NÃO FOI, NÃO É E NÃO SERIA JAMAIS VERDADE E ATITUDE DA CNBB!

E enquanto este equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB continua à disposição da volúpia desonesta de quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável é a fartura como está sendo impressa e distribuída. DE MANEIRA MALDOSA E ACINTOSA, DIGA-SE DE PASSAGEM. Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição de prudência e de imparcialidade da instituição. A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não podem receber o voto dos católicos. Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de propaganda política contra seus adversários, e o que é pior, invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica. Mas esta falácia não pára aí. Existe nela uma clara posição ideológica, traduzida em opção política reacionária.

Nunca relacionam o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em favor da vida. Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, E AQUI POR QUESTÃO DE JUSTIÇA SE DEVE ENTENDER O NEO-LIBERALISMO, DE PRISCAS ERAS…. e se declaram em favor da vida. Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade, uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral. Diante desta situação, são importantes, e necessários, os esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com astúcia e malícia.”

E cabe a cada um de nós fazer comparações e investigar fatos e situações concretas dos últimos 16 anos de exercício da Presidência da República. Não podemos nos esquecer do que éramos, de como estávamos e do que temos e de como estamos nos dias de hoje. Para continuar a conversa começada aqui, NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE, NINGUÉM É TÃO DO BEM QUANTO GOSTARIA DE APARECER…….. E vamos mostrar que limitações e defeitos existem nas duas correntes políticas que estão disputando a Presidência da República neste segundo turno. É preciso ter coragem e tirar a plumagem, muitas vezes afetadamente colorida…… Vamos ver! pe.zemaria@veloxmail.com.br; www.igrejamatrizcl.com.br

E LAFAIETE NÃO FOI!

Estamos saindo da ressaca da campanha eleitoral mais uma vez sem um quadro verdadeiramente animador para nossa cidade de Conselheiro Lafaiete. Nem vou entrar nas minúcias e nos matizes mais carregados da eleição que acabamos de realizar. Fica um gosto amargo na boca de cada um de nós, uma vez que não conseguimos sequer eleger quem nos representasse ou na Assembléia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. A história se repetiu: muito cacique para pouco índio.

Este é o quadro doloroso de nossa cidade e região. Não houve liderança explícita e concreta que pudesse aglutinar nossas esperanças e expectativas para uma tomada de posição decisiva em favor de nossa gente. Algumas iniciativas particulares e de pequenos e comprometidos grupos bem que tentaram reverter o quadro do desperdício de votos de nosso colégio eleitoral. Pelo menos se tentou alguma coisa. Fica esta lição e este consolo: ter tentado fazer alguma coisa. Mas fica também uma dolorosa constatação: nossas lideranças políticas lideram em proveito e interesses próprios. Ninguém pensa grande para Conselheiro Lafaiete.

Quem pensa, pensa com os olhos voltados para o próprio umbigo. São interesses cuja profundidade e abrangência nem sempre conseguimos entender ou que não nos deixam perceber. Há muito dinheiro correndo debaixo dos panos ou em outras situações que não conhecemos bem. Não é possível que não se pense na necessidade e no bem das pessoas que moram na cidade. Lafaiete mais uma vez não foi a bola da vez, embora se fale que seja a bola da vez na área do investimento sobretudo na questão das grandes mineradoras plantadas ou chegando à nossa região. Cada um agiu de acordo com a liberdade da sua consciência, assim espero, e tomara que cada um tenha pensado no bem de nossa cidade, mas porque não conseguimos materializar nosso amor à nossa terra de maneira mais efetiva e contundente? O que acontece que na hora H nos dispersamos e perdemos nosso capital provável de negociação?

Lafaiete não pode ficar à mercê de lideranças inoperantes ou preocupadas tão somente consigo mesmas! Para que Lafaiete tenha o lugar ao sol, que merece e já há muito tempo no cenário político estadual e nacional, precisamos de fazer uma completa renovação nas nossas lideranças políticas, e descobrir entre os mais novos aqueles que ainda não estão viciados pelos conchavos e jogos de interesse de determinados grupos políticos, que, na verdade, colocam em risco a própria existência política da cidade e o interesse maior de seus cidadãos.

Como disse faz algum tempo aqui neste espaço, seria bom que tivéssemos o segundo turno das eleições pelo menos para presidente. Acertei na observação. Agora teremos a oportunidade de analisar o projeto neo-liberal e privatizador, que retoma algum fôlego com o projeto de maior sensibilidade social implantado no Brasil nos últimos 10 anos, com uma transferência de renda, cujo modelo ainda não é o melhor e mais acertado, mas cujos avanços também não podemos desmerecer e desconhecer. O Segundo turno da campanha presidencial para mim tem a conotação indispensável de que não passamos uma carta em branco para quem quer que seja, que manifestamos nas urnas o seguinte pensamento: o voto de cabresto não tem mais vida útil no país, não aceitamos mais que determinadas situações fiquem do jeito que querem ou pensam nossos políticos.

Temos autonomia e capacidade própria de buscar e descobrir o Brasil que nós queremos construir também com nossos esforços e condições pessoais. Haverá um equilíbrio de forças. E espera-se das lideranças cujas propostas não chegaram ao segundo turno tão somente uma coerência com sua própria história e com o seu passado no combate a uma política neo-liberal que jogou fora nossas maiores riquezas naturais e materiais. Enquanto Lafaiete mais uma vez fica a ver navios, vamos em frente sonhando com um país de maior e melhor distribuição de renda, onde a educação seja a palavra chave para alavancar qualquer desenvolvimento que queiramos ter como povo e como nação.

Você deve continuar fazendo a sua parte. Não desistir jamais. O Brasil é sempre maior que os projetos pessoais e interesseiros dos políticos de plantão. Parabéns pelo seu gesto de cidadania neste último dia 03 de outubro. Pense bem no que vai fazer dia 31 próximo! Deus nos abençoe! A vida continua. pe.zemaria@veloxmail.com.br; www.igrejamatrizcl.com.br

PARA ONDE VAI LAFAIETE DE NOVO?

Falta menos de um mês, e a batalha eleitoral está quase ganhada e decidida em nível Federal. Somente se tivermos um fato bastante gravíssimo, e desculpem-me aqui os puristas da língua, mas de vez em quando a gente pode se permitir uma hipérbole, justamente com o intuito de expressar o que vai dentro de nosso malfadado coração. Certo é que o embate eleitoral para o cargo de presidente da República está tomando um rumo para uma definição clara já no primeiro turno, para o quê aliás eu, particularmente, tenho minhas reservas em vários âmbitos. Primeiramente o famigerado instituto da reeleição gera alguns prováveis monstrengos com os quais precisamos aprender a conviver dentro de uma democracia.

Ainda não sei a razão por que foram mexer nos seis anos constitucionais do início do governo Sarney nos longínquos anos 80. Talvez se tivéssemos ficado como estávamos, teríamos tido ao longo dos últimos anos uma alternância mais razoável e mais saudável no cargo do mandatário de plantão no Palácio do Planalto. Verdade seja dita também que o período de 4 anos para um único mandato não ficaria bem e razoável… Acho que o mandato de seis anos teria ficado de bom tamanho…. Mas o próprio FHC, meu particular amigo de algumas tertúlias literárias e filosóficas, quis criar o monstrengo da reeleição em seu benefício próprio, e agora sua turma está às voltas, mais uma vez, tendo que engolir mais uma do sapo barbudo, na voz irônica, mas precisa de Leonel Brizola, faz algum tempo. Falta pouco para o tucanato jogar a toalha publicamente, se ainda não o fez diante das câmeras de TV.

A última tentativa e apimentada estratégia: o vazamento do sigilo bancário de figurões do PSDB, quebra de sigilo esta que se verificou pelas informações que circulam na imprensa em setembro e outubro do ano passado e somente agora aparecendo na grande imprensa. Com quais objetivos e escusos interesses? E por que somente agora, quando a candidatura da Centro Direita brasileira começa a fazer água. Uma coisa é certa: política como já se disse é igual a nuvens, uma hora estão de um jeito outra hora estão de outro modo. Vá saber, meu caro e confidente leitor. Aliás estas reflexões que faço, são estritamente de cunho pessoal e reservado, hein?

Não gostaria de me indispor com tantas pessoas que têm enchido minha caixa de correio com algumas aleivosias e outras tantas besteiras que estão pululando em nossa mídia, que quer sempre mais vender não importa a seriedade do conteúdo que oferecem…. Uma eleição deste porte e desta importância não poderia ser decidida em primeiro turno. Não vejo isso com bons olhos, mesmo porque me dá a sensação de que estamos passando já de antemão uma carta em branco para o próximo mandatário do Palácio do Planalto. Dá que a pessoa vitoriosa no primeiro turno tenha um surto de autosuficiência e queira enfiar os pés pelas mãos? Quem vai agüentar tanta arrogância e tanta pretensão?

Acho que a decisão definitiva só deveria vir com o Segundo Turno, pois então teríamos ainda mais um tempo para repensar algumas coisas que interessam ao país. Não é assim que pensam os milhões de eleitores satisfeitos e muito satisfeitos com o andar da carruagem ou com o balançar do navio chamado Brasil. Tenhamos cuidado e não percamos o foco, sobretudo diante de uma esmagadora vitória que se aproxima num horizonte não muito distante. Fazer o quê, né? Por outro lado, Lafaiete está à deriva. Este é o quadro lastimável que temos e vemos no atual quadro político da cidade.

Mas a coisa é tão séria, mas tão séria que não temos a exata medida do que pode acontecer, se mais uma vez não conseguirmos eleger sequer um deputado entre nós ou da nossa gente. Antes um pequeno pensamento e uma constatação: não quis desmerecer ninguém com minha última crônica, quando falei dos Comitês Eleitorais como célula de terrorismo. Tão somente expressei uma opinião que me caiu diante dos olhos, tais os absurdos que se falam em tais comitês…. Acho que a coisa não andou bem, pois de uma hora para outra vi os convites findando…. Muito bom sinal. Bom sinal de que andam lendo e muito este minifúndio colocado à disposição para o debate de idéias…. Isto faz bem para todos nós.

Quae cum ita sint: sendo assim, precisamos de continuar, antes das eleições, a discutir o tema desta crônica: PARA ONDE VAI LAFAIETE, DE NOVO? Somente você, meu caro eleitor, minha distinta eleitora, tem a resposta nas mãos, ou melhor na ponta do dedo, e com a cola, pois são muitos os números que temos que digitar no dia 03 de outubro. Bom para não sofre uma reforma neste minifúndio….. volto ao assunto na próxima vez. Até lá, e uma saudação ecumênica: Sarava, Axé e Aleluia nos candidatos de fora também! Quer dizer, xô pra lá!

NOVO CARDEAL É FILHO DESTA ARQUIDIOCESE!

Padre ordenado na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Conselheiro Lafaiete – MG, é criado cardeal pelo papa Bento XVI: Sua Eminência DOM RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS

O papa Bento XVI anunciou, nesta quarta-feira, 20, a nomeação de 24 novos cardeais entre os quais o brasileiro, dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Com sua nomeação, o Brasil passa a ter nove cardeais, dos quais seis são eméritos.

Dos 24 novos cardeais, 20 têm menos de 80 anos e são eleitores. O Consistório de criação dos novos cardeais será no dia 20 de novembro. Este será o terceiro Consistório do pontificado de Bento XVI e os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 eleitores.

Dom Damasceno, que participa em Roma do Sínodo para os bispos do Oriente Médio, tem 73 anos e foi secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandados (1995 a 1998 e 1999 a 2003).

Mineiro de Capela Nova, o novo cardeal foi ordenado padre no dia 19 de março de 1968, em Conselheiro Lafaiete, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, para a arquidiocese de Brasília (DF).

Nomeado bispo auxiliar de Brasília em 1986, recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de setembro do mesmo ano e adotou como lema “Na alegria do Senhor”. Em janeiro de 2004, foi transferido para a arquidiocese de Aparecida.

Com pós-graduação em Filosofia da Ciência pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), dom Damasceno fez a filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
Atividades de dom Damasceno como bispo.

Bispo Auxiliar de Brasília-DF (1986-2004); Vigário-Geral e Vigário Episcopal na Arquidiocese de Brasília-DF; Professor do Departamento de Filosofia da UnB (1976-1991); Secretário-Geral do CELAM (1991-1995); Secretário-Geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Sto. Domingo);

Secretário-Geral da CNBB (1995-1998) e (1999-2003); Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado; Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembléia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997); Membro do Pontifício Conselho para as Comunicações; Membro do Departamento de Comunicação do CELAM; Membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB (2003-2007); Delegado do CELAM (2007); Presidente do CELAM; Membro da Pontifícia Comissão para a América Latina-CAL (2009); Sínodo para a África (2009).

DISCURSO NA SESSÃO SOLENE DE ENTREGA DO DIPLAMA DE HONRA AO MÉRITO….

Discurso Proferido pelo Rev.mo Senhor Padre José Maria Coelho da Silva, Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e Diretor Presidente da Rádio Queluz FM 99.5, Comunicação para a Verdade e a Paz, em sessão solene para a entrega de honrarias, realizada na semana de aniversário da cidade, acontecida neste dia 16 de setembro de 2010

(Saudações iniciais)
Excelentíssimo Senhor Vereador Dr. Marco Antônio Reis Carvalho, digníssimo presidente desta Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, na pessoa de quem cumprimento todas as pessoas desta casa, incluindo os outros senhores vereadores, nossos ilustres representantes, prezados e dedicados funcionários, concursados e serviçais…

Excelentíssimo Senhor Dr. José Milton de Carvalho Rocha, Digníssimo Prefeito Municipal de Conselheiro Lafaiete, na pessoa de quem cumprimento todas as excelentíssimas autoridades aqui presentes em todos os níveis: civis, militares, judiciárias e eclesiásticas…., queridos amigos e diletos paroquianos…..

Coube-me, por delicadeza e deferência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, a tarefa quase insuportável e insuperável, da responsabilidade de falar em nome de todos os homenageados desta noite bendita e inesquecível, em que nos reunimos aqui na casa de todo o povo de Conselheiro Lafaiete, para celebrar com júbilo e quase indizível alegria os 220 anos de nossa querida cidade.

Vou estar profundamente atento aos anseios e expectativas de todos os meus ilustres interlocutores, para não frustrar-lhes a esperança, colocando em prática o famoso adágio latino: Esto Brevis, et Placebis! SÊ BREVE E AGRADARÁS!

Agradecemos, reconhecidamente, as honrarias e deferências que se nos prestam através de seus legítimos representantes todos os habitantes desta gloriosa terra, de onde surgiram tantos e convincentes ensinamentos nas mais variadas artes e ocupações. Artes e ocupações estas aqui sobejamente representadas.
A semana destas homenagens é das mais marcantes no calendário de nossa história local, e é por isso que esta nossa majestosa assembléia expressa na presença de amigos conhecidos e familiares nossos mais profundos agradecimentos por estas homenagens. As distinções hoje oferecidas a cada um de nós são o sinal de que em nossa cidade existem forças e prestação de serviço nos mais variados matizes. Deus nos dê a clareza da fé e a firmeza que somente os bons, segundo as Sagradas Escrituras possuem, para não nos desanimarmos diante dos desafios e das dificuldades que enfrenta nosso povo sofrido.

O que quer que façamos, onde quer que estejamos sempre haverá um caminho a seguir: “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça, o rancor, o ressentimento, a amargura existencial, o fato de não conseguirmos ser felizes, o fato de não nos tornarmos homens e mulheres melhores, mais serenos e mais equilibrados, mas o fato de nos termos tornado pessoas amarguradas, angustiadas, sem direção e sem rumo certo, e nisto mais uma dolorosa constatação, estas coisas envenenaram a nossa alma e a alma de muitos homens dos nossos tempos.

Estas coisas levantaram no mundo as muralhas dos ódios, dos ressentimentos e tudo isto tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios e violência cada vez mais acentuada. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.

Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. E continuando nas pegadas do bem humorado Chaplin eu lhes digo a todos nesta noite: Ei! Sorriam! Mas não se escondam atrás desse sorriso. Mostrem aquilo que você são, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu, assim como muitos de nós em nossa sociedade e em nossas igrejas, não importa a confissão religiosa que temos. Vivam! Tentem! A vida não passa de uma tentativa. Ei! Amem acima de tudo, amem a tudo e sempre que possível, e nem sempre é possível, mas tentem, amem a todos.
Não fechem os olhos para a sujeira do mundo, não ignorem a fome e a miséria espiritual e intelectual das pessoas! Esqueçam a bomba e todo e qualquer tipo de armas, mas antes, façam algo para combatê-las, mesmo que se sintam incapazes. Procurem o que há de bom em tudo e em todos, e, necessariamente alguma coisa boa alguém sempre terá! Não façam dos defeitos, nem dos seus nem dos outros, uma ocasião de distancia, e sim, uma oportunidade de aproximação. Aceitem! Aceitem a vida, as pessoas, façam delas a sua razão de viver. Ainda que isto custe de algum modo algum sacrifício. Entendam! Entendam as pessoas que pensam diferentemente de vocês, não as reprovem. Ei! Olhem. Olhem a sua volta, quantos amigos… quantas pessoas queridas, quanta amizade sincera e benfazeja. Vocês já tornaram alguém feliz hoje? Ou fizeram alguém sofrer com o seu egoísmo, com a sua miopia espiritual, com o rancor plantado em seu coração, com a intransigência de seus atos e de suas atitudes?

Ei! Não corram. Para que tanta pressa? Corram apenas para dentro de vocês ou para fazer o bem. Isto é o que importa, e é o que vai ficar. Não mais vamos levar desta vida, se não o bem que tivermos feito. Sonhem! Mas não prejudiquem ninguém e não transformem seu sonho em fuga.
Acreditem! Esperem! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela. Chorem. Quando preciso e quando necessário, porque chorar também é do ser humano! Lutem! Façam aquilo de que gostam, sintam o que há dentro de vocês, como bênção de Deus! Ei! Ouçam! Aprendam a escutar a dor que dói no coração das pessoas que não têm mais esperança! Escutem o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.

Subam! Façam dos obstáculos degraus para aquilo que vocês acham supremo, Mas não se esqueçam daqueles que não conseguem subir a escada da vida. Olhem para eles com olhar de compaixão e de misericórdia. São eles também filhos de Deus! Ei! Descubram! Descubram aquilo que há de bom, de mais bonito, de mais realizador dentro de vocês. Procurem acima de tudo ser gente, eu também vou tentar. Vamos fazer um pacto. Vamos nos esforçar para tão somente sermos gente. Ei! Vocês. Não vão embora. Eu preciso, em nome de todos e por todos nesta noite, dizer a todos e a cada um de vocês, que os amamos, simplesmente porque vocês existem! Muito obrigado em nome de todos os homenageados. Que Deus nos proteja e abençoe!

PARA ONDE VAI LAFAIETE DE NOVO?

Falta menos de um mês, e a batalha eleitoral está quase ganhada e decidida em nível Federal. Somente se tivermos um fato bastante gravíssimo, e desculpem-me aqui os puristas da língua, mas de vez em quando a gente pode se permitir uma hipérbole, justamente com o intuito de expressar o que vai dentro de nosso malfadado coração. Certo é que o embate eleitoral para o cargo de presidente da República está tomando um rumo para uma definição clara já no primeiro turno, para o quê aliás eu, particularmente, tenho minhas reservas em vários âmbitos. Primeiramente o famigerado instituto da reeleição gera alguns prováveis monstrengos com os quais precisamos aprender a conviver dentro de uma democracia. Ainda não sei a razão por que foram mexer nos seis anos constitucionais do início do governo Sarney nos longínquos anos 80. Talvez se tivéssemos ficado como estávamos, teríamos tido ao longo dos últimos anos uma alternância mais razoável e mais saudável no cargo do mandatário de plantão no Palácio do Planalto. Verdade seja dita também que o período de 4 anos para um único mandato não ficaria bem e razoável… Acho que o mandato de seis anos teria ficado de bom tamanho…. Mas o próprio FHC, meu particular amigo de algumas tertúlias literárias e filosóficas, quis criar o monstrengo da reeleição em seu benefício próprio, e agora sua turma está às voltas, mais uma vez, tendo que engolir mais uma do sapo barbudo, na voz irônica, mas precisa de Leonel Brizola, faz algum tempo. Falta pouco para o tucanato jogar a toalha publicamente, se ainda não o fez diante das câmeras de TV. A última tentativa e apimentada estratégia: o vazamento do sigilo bancário de figurões do PSDB, quebra de sigilo esta que se verificou pelas informações que circulam na imprensa em setembro e outubro do ano passado e somente agora aparecendo na grande imprensa. Com quais objetivos e escusos interesses? E por que somente agora, quando a candidatura da Centro Direita brasileira começa a fazer água. Uma coisa é certa: política como já se disse é igual a nuvens, uma hora estão de um jeito outra hora estão de outro modo. Vá saber, meu caro e confidente leitor. Aliás estas reflexões que faço, são estritamente de cunho pessoal e reservado, hein? Não gostaria de me indispor com tantas pessoas que têm enchido minha caixa de correio com algumas aleivosias e outras tantas besteiras que estão pululando em nossa mídia, que quer sempre mais vender não importa a seriedade do conteúdo que oferecem…. Uma eleição deste porte e desta importância não poderia ser decidida em primeiro turno. Não vejo isso com bons olhos, mesmo porque me dá a sensação de que estamos passando já de antemão uma carta em branco para o próximo mandatário do Palácio do Planalto. Dá que a pessoa vitoriosa no primeiro turno tenha um surto de autosuficiência e queira enfiar os pés pelas mãos? Quem vai agüentar tanta arrogância e tanta pretensão? Acho que a decisão definitiva só deveria vir com o Segundo Turno, pois então teríamos ainda mais um tempo para repensar algumas coisas que interessam ao país. Não é assim que pensam os milhões de eleitores satisfeitos e muito satisfeitos com o andar da carruagem ou com o balançar do navio chamado Brasil. Tenhamos cuidado e não percamos o foco, sobretudo diante de uma esmagadora vitória que se aproxima num horizonte não muito distante. Fazer o quê, né? Por outro lado, Lafaiete está à deriva. Este é o quadro lastimável que temos e vemos no atual quadro político da cidade. Mas a coisa é tão séria, mas tão séria que não temos a exata medida do que pode acontecer, se mais uma vez não conseguirmos eleger sequer um deputado entre nós ou da nossa gente. Antes um pequeno pensamento e uma constatação: não quis desmerecer ninguém com minha última crônica, quando falei dos Comitês Eleitorais como célula de terrorismo. Tão somente expressei uma opinião que me caiu diante dos olhos, tais os absurdos que se falam em tais comitês…. Acho que a coisa não andou bem, pois de uma hora para outra vi os convites findando…. Muito bom sinal. Bom sinal de que andam lendo e muito este minifúndio colocado à disposição para o debate de idéias…. Isto faz bem para todos nós. Quae cum ita sint: sendo assim, precisamos de continuar, antes das eleições, a discutir o tema desta crônica: PARA ONDE VAI LAFAIETE, DE NOVO? Somente você, meu caro eleitor, minha distinta eleitora, tem a resposta nas mãos, ou melhor na ponta do dedo, e com a cola, pois são muitos os números que temos que digitar no dia 03 de outubro. Bom para não sofre uma reforma neste minifúndio….. volto ao assunto na próxima vez. Até lá, e uma saudação ecumênica: Sarava, Axé e Aleluia nos candidatos de fora também! Quer dizer, xô pra lá!

COMITÊS ELEITORAIS – CÉLULAS DE TERRORISMO?

Já estamos em plena campanha eleitoral. Esta já começou, sub-reptciamente, faz muito tempo. Um dica daqui, uma indicação dali. Uma firula acolá. Para quem tem um relativo senso de humor, é muito divertido ver certos senhores e senhoras, todos, sem exceção, dentro de ternos e vestidos, cuja tonalidade não tem nada a ver com o momento presente, andando pelas ruas, parando pelas praças, entrando em barzinhos e lanchonetes, com aqueles inesquecíveis e, muitas vezes chatos e falsos, tapinhas nas costas. É um tempo de delicadeza e amabilidades. Talvez seja por isso que, depois de eleitos, tantos políticos desaparecem do mapa. Devem ficar enfarados de tanto povo, de tanta gente do meio da gente. Aí precisam de uns 3 a 4 anos, para se purificarem, para se lavarem daquele banho de rua obrigatório, imposto pela lei eleitoral e pelas regras que orientam as eleições. Sinceramente dá dó, mas muito dó mesmo, ver nossos políticos sendo tão humilhados em época de eleição. E deve ser por isso também que, mais uma vez depois de eleitos, existe todo aquele aparato de segurança e tudo o mais que envolve a pessoa do eleito. Bom, acho que os senhores candidatos não vão gostar muito disso aqui não. Mas continuando. Um período também é riquíssimo: são muitas as experiências que, ao longo dos anos, recebemos, uma campanha aqui, outra ali e a vida vai. E política é mesmo como uma boa cachaçinha: quem toma um gole, se ela desce macia, sem ofender e machucar o gogó. Hummmmm! A gente acostuma. E ela na medida justa e na hora certa, com um bom tira-gosto e uma boa carninha, faz um bem danado. Alguns políticos não abandonam mesmo o troço. Vira e mexe, tem alguém mais exaltado falando isso, lembrando aquilo. Mas o que me diverte muito também neste período eleitoral é a situação de excesso e de exceção que se cria, quase sempre acontece dentro do Comitê Eleitoral. Já fui a alguns, e quando posso, me divirto participando de determinadas cerimônias, porque é no mínimo jocoso, tirando alguns momentos mais tensos. O pessoal que fala e freqüenta comitê eleitoral não deve ter conhecimento das prerrogativas constitucionais de que usufruímos, gozamos dentro de um estado democrático de Direito. Aliás direito aqui, só vale o direito deles. Dos candidatos e dos assessores, não uso outras palavras, para não ser deselegante e ofender ninguém. Mas que alguns deles subestimam nossa inteligência e nosso conhecimento, ah!, isso lá subestimam. Sem dúvida alguma. E o estado de terror que se cria então, para justificar porque devemos votar em fulano, sicrano e beltrano: porque se for o outro candidato, vai acabar isso, vai acabar aquilo, a cidade vai perder isso, vai perder aquilo, e aí vale o dito de que quanto pior melhor. Até parece que não estamos regidos por uma Constituição, cujo Vigia Supremo é a mais alta corte institucional do país, O FAMOSO STF. Assim não pode, assim não dá!, para lembrar um bom programa de humor, fazendo aquela gozação com um já antiqüíssimo mandatário de plantão no Palácio do Planalto. E quando saem aquelas pérolas nos discursos inflamados? Uma insignificância atrás da outra. Sem falar na história de que todos nós participamos e construímos, bem ou mal, mas construímos. Agora implantar este estado de terror não ajuda em nada, pois que as propostas devem ser apresentadas, mas sem aquele terrorismo abominável que pervade nossos comitês, como se não tivéssemos mais nada para fazer na vida a não ser votar, e deveríamos estar num momento muito grande e de importância suprema, que, se não votarmos no candidato tal, nossa cidade, nossa região vão ser tiradas instantaneamente do mapa. Ora, não nos esqueçamos de que temos uma Constituição Federal, sob cuja proteção todos nos encontramos e estamos. E é precisamente por isso, que os direitos fundamentais da pessoa humana devem ser resguardados, sobretudo o direito da opinião própria e das escolhas livres. Sinceramente não vejo com bons olhos, e nem se quisesse, o terrorismo que está à solta na cidade, com falas inoportunas e inconseqüentes, de que se tal candidato não vencer, a terra vai ficar arrasada. Vai nada! Tudo vai continuar do mesmo jeito. Talvez um pouco melhor ou um pouco pior. Mas a filosofia da terra arrasada já não cola mais. E não pode colar, para quem tem um mínimo bom senso. A Lei de Responsabilidade Fiscal está aí. A Ficha Limpa está aí, e já é uma realidade. A Lei 9840 está aí, e tem tirado o sono de muito político corrupto e desonesto. E todo o ordenamento jurídico que temos. Isto para preservar os direitos fundamentais e resguardar o direito inalienável do contraditório. Ou acham que a gente é tão bobo assim? Eu, da minha parte, continuo com aquele meu pensamento: enquanto acham que sou bobo, não me importo, mas quando passam a acreditar que sou bobo, aí então está na hora de colocar os devidos pingos nos iis. Enquanto isso, com responsabilidade, sobretudo nós formadores de opinião, vamos nos divertindo com as situações engraçadas e esquisitas que nos oferecem nossos comediantes de plantão. Basta saber ler nas entrelinhas, que a gente vai perceber o que tem por aí afora. Até a próxima.